28maio 21

THE BOLD TYPE: A MELHOR SÉRIE DE TODOS OS TEMPOS (PARTE I)

Comecei a assistir The Bold Type sem esperar muita coisa, aquela altura a série já estava entre as TOP10 no Brasil, e me chamou atenção por ser estrelada por Katie Stevens, atriz principal de uma série que eu amava e foi cancelada Faking It

Antes de tudo, do que raios trata a série?

A primeira temporada das quatro estreou nos Estados Unidos lá em 2017 no FreeForm, foi disponibilizada esse ano na Netflix e desde o seu lançamento na plataforma, The Bold Type está entre os dez programas mais populares. 

Então, o que está tornando este programa um sucesso e por que todo mundo ama?

Por falar sobre relacionamentos complicados, decisões profissionais difíceis e causas importantes como estupro, racismo, homofobia, assédio, política, entre tantos outros.

Ao assistir o primeiro episódio, você pode sentir familiaridade como se não estivesse vendo nada de novo já que a série remete muito a clássicos como ‘O Diabo veste Prada’ e ‘Sex and the City’. E embora possa lembrar a dramaticidade de ‘Gossip Girl’, ela entrega problemáticas que vão além com uma roupagem leve, mas sem perder a relevância.

The Bold Typeé baseada na vida de três melhores amigas na casa dos vinte e poucos anos, com uma pele impecável e grande senso de moda tentando se destacar em suas carreiras e, ao mesmo tempo, fazendo escolhas ousadas em suas vidas pessoais. 

Eu sei isso pode parecer elitista com padrões de beleza irreais quando se trata das personagens, só tem uma mulher gorda no elenco fixo, mas lembre-se, a trama se passa, em grande parte, na revista de moda Scarlet onde elas trabalham no contexto de New York. E eles bem que tentam corrigir isso ao longo das temporadas falando sobre aceitação e positividade corporal. 

A amizade entre  Jane (Katie Stevens), Kat (Aisha Dee) e Sutton (Meghann Fahy), é o que mantém a fluidez da trama e em muitos momentos me emocionou. Vemos mulheres independentes que estão esculpindo suas identidades com escolhas ousadas e levantando suas vozes dentro de uma empresa cujo conselho de membros é formado por homens! Eu sei!!!! Não faz nenhum sentido!!! Uma revista feminista voltada para o público feminino, óbvio, e quem toma as decisões são homens!! Te pareceu familiar? 

Abaixo, uma lista das discussões levantadas pela série que eu considero importantes: NÃO CONTÉM SPOILERS!

  • Sexualidade
  • Machismo
  • Feminismo
  • Estupro
  • Bifobia
  • Homofobia
  • Relacionamento tóxico
  • Porte de armas
  • Política social e imigratória
  • Câncer BRCA
  • Positividade corporal
  • Privilégios de gênero

Bem essas são alguns, de vários debates levantados pela série. Não vou me aprofundar neles por motivos de: SPOILER!

E como a vida imita a arte…. Aisha Dee, que interpreta a personagem Kat Edison, falou sobre a problemática de The Bold Type em uma postagem no Instagram, em uma das partes ela afirma: “Tivemos que contar uma história sobre uma mulher negra queer e uma mulher muçulmana lésbica que se apaixonaram, mas nunca houve nenhum escritor negro ou muçulmano queer na sala. Em quatro temporadas (48 episódios), tivemos uma mulher negra dirigindo dois episódios.”

Bem, eu li por aí que falaram que não é beeem assim. Independente dos problemas, a série consegue nos surpreender e nos emocionar em diversos momentos. 

Infelizmente a quinta temporada vai ser a última e eu não achei em nenhum lugar porque raios resolveram cancelar. Então prepare-se para se despedir. =( 

Confira o trailler:

Quando sair a quinta temporada terá a parte II deste texto, com MUITO SPOILER! 😉

Por .

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