25fev 16

Vamos falar de sentimento?

cama

Sempre fui o tipo de pessoa que consegue se expressar melhor escrevendo do que falando. Eu não consigo falar para as pessoas que eu gosto o quanto elas são importantes pra mim. Por exemplo, eu sempre digo pra minha mãe que a amo pelo Whatsapp, mas pessoalmente me limito a um beijo e um abraço (que claro carregam todo sentimento do mundo).

Ouvir de alguém o quanto somos importantes é muito bom, aquece o coração e tem um peso maior. Porque quando falamos nos despimos, ficamos vulneráveis e isso nos deixa completamente sem defesa apenas a mercê do olhar julgador e do pensamento emblemático do outro.

Quando se está ali, olho no olho não existem frases de efeito, não existe soneto, é só você de peito aberto. E cara como isso é aterrorizante. Sim, eu sou covarde por carregar tanta coisa e não colocar pra fora, porque falar dos meus sentimentos me emociona, me comove, me dá vontade de chorar e eu detesto que me vejam assim.

Uma vez eu li em algum lugar “fique com quem te despe a alma, porque o corpo qualquer um é capaz de fazer”.  E é assim que me sinto quando eu olho pra ele (qual é você também deve ter alguém na sua vida que capaz de tirar seu chão, então não julgue meu romantismo que parece clichê).

Foi naquela noite despidos de corpo e alma, ali suados e calados. Não me lembro ao certo quem de nós dois quebrou o silêncio, eu já havia dado indícios de um possível “eu te amo”, mas tentei brincar, tirar o foco. Afinal de contas, é algo bem importante e eu queria ter certeza que aquele era o momento certo. Mas qual é o momento certo mesmo?

Acho que é quando o sentimento está transbordando por dentro e vazando pelas beiradas. Quando não se imagina sem aquela pessoa na sua rotina. Quando independente do tempo que vocês se conhecem existe afinidade e cumplicidade.  Foi ali naquela cama, entre suspiros cansados que eu deixei a vergonha e o medo de lado e me declarei.

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