05out 18

POLÍTICA, TOLERÂNCIA E MIMIMI

Antes de mais nada gostaria de deixar bem claro que, as opiniões colocadas nesse texto representam somente a minha pessoa. Você pode aceitá-las ou não, pode discordar de maneira respeitosa ou simplesmente ignorar. 

A política parece sempre surgir, especialmente no meio da temporada eleitoral. Quanto mais adiante no processo eleitoral, mais a conversa começa a crescer. Alguns de nós não entendem de política, e muitos de nós não têm ideia de por que as pessoas estão falando muito sobre isso. Todo mundo parece ter uma opinião sobre o assunto e  suas questões, mas nossas opiniões são válidas se não estamos totalmente informados sobre o que está acontecendo?

Em ano eleitoral temos sido bombardeados por opiniões solicitadas e não solicitadas sobre candidatos, grupos extremistas e afins. Confesso que tudo isso me deu uma boa desanimada de ficar “surfando” nas redes sociais. Tentei me abster ao máximo, em partes, por medo das reações as minhas escolhas políticas, mas fato é que nunca vamos agradar a todos e merecemos ser julgados por isso?

A política afeta tudo o que acontece no país, em nosso estado, cidades, em tudo quanto é lugar. As pessoas pensam que, porque não vemos isso acontecendo de imediato, não está fazendo nada por nós. Pensar que a política não importa é um dos maiores erros que você pode cometer. Quando se começa a pensar que a política não é importante e a sua opinião não importa, é quando ela volta e cobra o preço. 

 Pensar politicamente significa entender que as dimensões políticas e técnicas são centrais para os resultados do desenvolvimento. Isso também significa:

  • Entender que as pessoas têm SIM o potencial de mudar as coisas, mas sempre no contexto de determinados arranjos institucionais, que contêm restrições e oportunidades.
  • Compreender que os candidatos são como um processo político que mobiliza pessoas e recursos em apoio a um objetivo: os líderes raramente trabalham por conta própria.
  • Perceber que a superação dos problemas de ação coletiva é um grande desafio do desenvolvimento. Ou seja, não se resolvem da noite para o dia.

Se tem uma coisa que esse ano eleitoral me ensinou é sobre praticar a tolerância. Trata-se de tentar entender pessoas que são radicalmente diferentes de você e dizer a elas que você quer a voz delas no processo. A tolerância não é apenas um valor que você mantém, mas é algo que se pratica repetidamente. É desconfortável. Você se fode nesse processo porque não é algo fácil.

O conservadorismo nunca obteve “tolerância”. Eles pensam que isso é algo que você faz como um favor para alguém, que é um slogan vazio. Eles não entendem. A tolerância é sobre a guerra – faz seu exército maior do que o exército do outro cara. Dá acesso a armas que seus inimigos aparentemente nunca ouviram falar (como a internet).

Embora pra eu votar esse ano seja um processo desanimador dada as opções, é muito difícil remover completamente a influência política e impor uma posição neutra. É preciso estourar a bolha dos algoritmos que nos obriga a nos relacionar somente com quem concorda, e a mental também, que faz com que excluamos pessoas com ideologias diferentes, porque o debate ensina e constrói e opiniões mudam o tempo todo.

 

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