17set 14

O que queremos fazer e o que devemos fazer

pensando na vida

Como separar o que queremos fazer do que devemos fazer? Quando entramos em conflito em nossos relacionamentos, sejam eles profissionais familiares ou amorosos, sempre estamos diante de diversos caminhos, a decisão de ligar muitas vezes o foda-se e mandar todo mundo a merda  é sempre tentadora, mas sempre temos a coisa certa a fazer, racionalizar e não deixar que as emoções dominem a situação.

Sempre fui uma exímia defensora do direito de mandar um “porra mundo” de vez em quando, de simplesmente ignorar aquela vontade de ser a defensora de tudo e sempre tentar colocar panos quentes na situação. Porque temos nossos momentos de imperfeição, e sinceramente chega uma hora que ser a pessoa que sempre dá o braço a torcer enche o saco.

“Seja madura”, “seja superior”, falar é fácil olhando de fora, a situação dos outros sempre parece infinitamente mais fácil de resolver. “Se coloca no meu lugar” dá vontade de dizer.  Vem pra dentro da minha casa, do meu trabalho, vem viver minha vida já que é tão fácil.

No dia dos pais, deixei meu marido sozinho (sim, sou nova e já casei) com o filho de um ano e meio que estava chatinho por causa da gripe. Eu passei a semana anterior de férias e enfiada na casa dos meus pais, e no dia dos pais eu voltei pra lá depois de ter almoçado com eles. Todo mundo ficou se perguntando por que eu não fui com meu marido levar a criança, porque não fiquei ao lado dele já que ele não tem os pais presentes. Eu respondi “porque eu cansei de me sacrificar pelos outros”. Me arrependi amargamente segundos depois de ter dito.

Relacionamentos são complicados, e todos eles exigem uma dose de sacrifício. Seja na amizade mesmo quando você reclama que só você que dá atenção, só você sente falta. No trabalho quando se é obrigado a engolir alguns sapos. E principalmente na vida a dois. Quando escolhemos estar com alguém, temos que esquecer que não é só a nossa vontade que deve ser levada em consideração, relacionamento também é renúncia. Mas não aquela renúncia que faz você se arrepender e jogar na cara da pessoa o resto da vida o que fez por ela, aquela renúncia do tipo que você faz porque sabe que no fim das contas fez a escolha certa.

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