29jan 19

MULHERES NAS PROFISSÕES: EMPREENDEDORA

Antes de mais nada quero apresentar para vocês a nova categoria aqui do blog, se chama: mulheres nas profissões. Queremos trazer um pouco da vivência de mulheres bem sucedidas dos mais diversos segmentos e mostrar os desafios e conquistas que elas enfrentaram. Algumas mesmo com pouca ou nenhuma experiência em empreendedorismo, não apenas conseguiram superar as barreiras do conhecimento e do entendimento do setor, mas também mostraram ao mundo como fazer negócios. Desde o impacto social, passando pela tecnologia, até a abertura de novas perspectivas e a inspiração, essas mulheres são as líderes de hoje.

Empreendedores de sucesso geralmente olham no espelho de outros empreendedores bem-sucedidos. Ao decidir seus caminhos, eles são inspirados por referências anteriores. Isso significa que, se algumas pessoas não têm modelos a seguir, especialmente os modelos nos quais elas se sentem refletidas, elas estão em grande desvantagem em comparação àquelas que o fazem. “As mulheres não se gabam o suficiente”, declarou Shonda Rhimes em um discurso em outubro.

Esse é, portanto, um dos grandes desafios que qualquer mulher empreendedora enfrenta: há pouca divulgação na mídia daquelas que já triunfaram antes. Por isso hoje, para abrir nossa nova categoria do blog vamos falar um pouco sobre a Marcelle Medeiros, 48 anos, ativista social e fundadora da Fundação Laço Rosa, que surgiu de sua vasta experiência com o câncer.

Com uma passagem como uma passagem de dois anos, como assistente de produção da TV Globo, Marcelle pediu demissão ao descobrir o câncer da irmã mais nova que acabou falecendo aos 35 anos. De lá para cá seguiu empreendendo. “Aprendi coisas lindas na Globo mas também vivenciei todo estresse dos bastidores de TV. Tirei grandes aprendizados do período em que fiquei lá, o principal deles foi o de não ficar acomodada por um salário atraente” reforça.

A Fundação Laço Rosa segundo Marcelle surgiu do entendimento de desenvolver para o mundo um projeto que fosse positivo sobre essa experiência. “Boa parte da minha família foi dizimada por essa doença. Meu pai faleceu de câncer. Minha avó materna teve câncer (mas morreu aos 104 anos de velhice mesmo). Minha tia materna teve câncer de mama (descobriu o diagnóstico precoce e já passou dos 75 anos) e minhas duas irmãs, a mais nova e a mais velha, tiveram câncer de mama. Ambas metastáticas. A mais nova faleceu com 35 e a mais velha antes de completar 50. Diante dessa árvore genealógica cheia de câncer, optei por ir na contra mão e tirar algo bom disso. É um propósito de vida, fazer a caipirinha de limão azedo” completa.

Muitos estudos indicam que as mulheres iniciam negócios por razões fundamentalmente diferentes do que os homens. Enquanto eles iniciam a vida empreendedora principalmente pelas oportunidades de crescimento e potencial de lucro, as mulheres geralmente iniciam no mundo dos negócios para atingir metas pessoais, como ganhar sentimentos de realização. Em muitos casos, as mulheres consideram o sucesso financeiro como uma confirmação externa de sua capacidade, e não como um objetivo principal ou motivação para iniciar um projeto, embora milhões de mulheres empreendedoras garantam que a lucratividade financeira é importante por si só.

“Nunca me deixei levar por desafios de gênero. Sempre entrei nas mesas de negociação confiante do meu papel e do meu potencial profissional, tivesse que argumentar com homem ou mulher. Talvez por isso eu nunca tenha percebido ou cedido espaço para desafios de gênero.”

Para a fundadora da Laço Rosa, saber lidar com o fracasso é fundamental para o aprendizado pois encurta o caminho e faz a gente ficar mais atenta. Além disso, a liberdade de escolhas e possibilidades compensa o esforço. Ela ainda deixa um recado para aquelas que querem se aventurar no empreendedorismo. “Vai. E se der medo, vai com medo mesmo! Estuda, planeje mas principalmente tenha atitude e aja!”, finaliza.

 

 

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