03nov 14

De eu pra mim – Divórcio

viviane lima divorcio

Tenho 24 anos e já sou divorciada…

Havia saído de um relacionamento de quase três anos com uma pessoa o qual eu tinha amizade, e muita intimidade. Resultado de quem passa tudo isso de anos namorando. Mas havia aquele entrave de personalidades que por mais que exista sentimento não deixa a coisa evoluir como deveria.

Depois de terminar acabei me relacionando com um namorado de infância, que parecia ter a mesma personalidade que eu e os mesmos objetivos pro futuro. Com um mês de namoro resolvemos nos casar, em dois meses já estávamos compartilhando uma vida, já tínhamos um apartamento, móveis e estávamos acertando a vida financeira.

Foram cinco meses casada e sete no total. Você pode estar se perguntando: que raios passou na sua cabeça menina? 2 meses de namoro e casou?

Sim, ignorei todos os avisos de perigo dado por pessoas que tinham experiência de vida e principalmente, queriam o meu bem (como diz meu pai, sou um trator), quando coloco algo na cabeça não escuto ninguém, passo por cima e saio fazendo.

Não sei vocês, mas quando você passa por três anos dentro de um relacionamento e aí você encontra alguém que faz com que se sinta bem, você não quer passar por tudo de novo. É como se naquele momento eu pensasse que o namoro no fim das contas não era o que determinava ou não o sucesso de um relacionamento (eu realmente quis acreditar nisso, li até histórias de pessoas que se conheceram e casaram no mesmo dia, doce ilusão).

O que eu aprendi com isso?

Não se deve pular etapas! O namoro serve para que você tenha noção de quem é o outro e se pode lidar com os defeitos dessa pessoa. Pois é… ciúmes possessivo não é algo com o qual eu possa lidar. Ver uma pessoa me absorver e me fazer de centro do mundo, não é algo com o qual eu possa lidar…

Veja bem, eu posso lidar com muitas coisas. Lidava com a falta de organização, lidava com a cobrança de me deixar vencer pelo cansaço e muitas vezes ficar jogada no sofá, lidava com um filho de outro casamento. Mas lidar com acusações constantes de estar interessada em outra pessoa é algo com o qual eu não posso lidar.

Ah, mas toda mulher quer um homem que viva por ela!

Não necessariamente, quero alguém que viva apesar de mim, alguém que me veja como complemento não como um todo. Porque pra amar alguém você não tem que enxergar somente ela na sua frente. Um relacionamento onde você precisa se anular para fazer o outro feliz certamente tem algo errado.

Depois de vários episódios e cenas de ciúmes que culminaram no fim do romance, parei pra pensar sobre como teria sido o futuro e não me vi fazendo parte dele.

Se eu mudaria alguma coisa?

Sim e não, isso é algo com o qual eu ainda não consegui entrar em consenso. Por um lado eu não faria tudo isso de novo, casar, me doar, mudar tanto a minha vida em prol de estar com outra pessoa, etc. Por outro, eu não chegaria onde estou e não teria atingido um certo nível de amadurecimento sem viver essa experiência.

O que as pessoas acham Vs pro que eu ligo:

Algumas pessoas vieram me “aconselhar” ou expor suas opiniões sobre o fim do meu relacionamento (sem eu ter pedido). As pessoas expõem o que pensam como disse uma amiga, segundo suas próprias perspectivas, de acordo com aquilo que elas acreditam que deva ser, sem tentar olhar a minha ótica, as minhas expectativas. Sabe por que eu geralmente evito falar para as pessoas quando estou com problemas? Porque elas nunca vão entender.

Teve gente que veio dizer: “mas todo casal briga, quem não tem uma briguinha?”. Não foi só uma “briguinha”, e eu não terminaria um casamento onde me comprometi a passar o resto da vida, se uma simples “briguinha” fosse me fazer terminar.

Por que eu não estou acabada e morrendo de chorar?

Simples: sou o tipo de pessoa que é egoísta o suficiente pra se amar e pensar somente nos seus sentimentos. Se estou feliz isso me basta, se me sinto bem com as minhas decisões pra mim é o mais importante, porque não adianta nada tentar “segurar” mais alguns meses só pro outro ficar bem enquanto estamos sofrendo por dentro.

O que eu penso sobre casamento?

Me recuso a fazer o papel de pessoa traumatizada que nunca mais vai amar ou namorar. Mas casar? hum… No more! Meu pai falou que quem sabe daqui uns 20 anos eu não encontre alguém pra casar de novo (ele está mais traumatizado do que eu). Mas francamente farei de tudo para evitar que qualquer futuro relacionamento chegue nesse nível. Pode acontecer? Bem o Roberto Justus tem 7 casamentos então quem sou eu pra afirmar categoricamente né.

O que aprendi com tudo isso: não case!

Por .

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