07maio 13

Conheça 10 gafes do vinho

Eu adoro vinhos e adoro apreciar vinhos diferentes o tempo todo. Como seu que essa paixão não é só minha, vi no Terra um “manual de boas maneiras” feito pelo Rodrigo Mainardi, diretor técnico da Mistral, com dicas para você não cometer gafes quando for tomar vinho.

Como achei muito legal estou replicando aqui para quem não viu ainda.

Beber em boa taça
Aqui não se trata de estética, status ou frescura. Uma taça adequada irá ajudar a identificar e apreciar características da bebida. Alguns bares na Europa servem vinhos em copos de plástico ou então em taças de cantina, aquelas de vidro e mais grossas. Segundo a fabricante de taças Riedel, o formato influencia na percepção que se tem do vinho. “Um do tipo borgonha, por exemplo, bebida com bastante acidez, se consumido em copo com menos bojo parece mais ácido e desequilibrado, pois a bebida é jogada no meio da língua, cai para os lados, áreas onde se percebe os sabores ácidos”, explica Rodrigo. Longe de exigir que os bebedores conheçam a fundo questões técnicas de cada vinho, Rodrigo sugere consumir em taças transparentes e finas, com bojo parecido com as taças usadas em degustação, altas e com cerca de 260 ml. “Isso é mais do que requinte. Por isso muitos tomam e não acham graça”, reforça.

Temperatura
É comum a ideia de que vinho branco é consumido gelado e os tintos, à temperatura ambiente. As informações estão corretas, mas é comum observar erros. A garrafa de vinho branco, por exemplo, não deve ser colocada num balde com gelo, pois com o passar do tempo a bebida fica muito gelada, o que faz a sensação de acidez subir e as características sumirem, como o aromas de frutas que vêm dos gases da bebida. Além disso, bebidas geladas amortecem o paladar. “É preciso colocar e tirar do balde. Depois, quando começar a esquentar, colocar a garrafa de novo”, explica. Com o tinto, o problema é o contrário. Quando se fala que deve ser bebido em temperatura ambiente, consideram-se as temperaturas da Europa, entre 16 e 18 graus. Já no Brasil, onde os termômetros passam muito dos 20 graus, o álcool do vinho fica mais volátil e aparece mais na bebida, sobrepondo-se a outros aromas, perdendo acidez e prejudicando a degustação.

Cheirar a rolha
É parte do ritual que é dispensável. Era parte do serviço do sommelier mostrar para o cliente para que ele observasse se havia algo de errado com o vinho. “É inócuo, pois pode ou não mostrar defeitos na bebida”, explica Rodrigo. Segundo o diretor técnico da Mistral, a única coisa que pode ser observada é se a bebida invadiu muito a rolha, o que pode indicar que entrou ar na garrafa, o que pode causar oxidação do vinho.

Servir vinhos caros
Não adianta negar, todos ficam de olho no preço das garrafas servidas em reuniões e jantares com amigos ou colegas. Quem nunca chegou em casa e foi pesquisar o preço do vinho na internet? Para Rodrigo, o preço não deve ser a única preocupação na hora de escolher o menu de bebidas. E isso vale para anfitriões e convidados. Se você sabe que os convidados têm adega e vinhos caríssimos, o pior caminho é tentar acompanhar os rótulos da pessoa. “Prefira vinhos de regiões inusitadas, diferentes do que as pessoas conhecem. Um apreciador tem curiosidade de conhecer coisas novas”, diz. Agora, se o público é eclético, não precisa gastar muito dinheiro. Muitos não vão aproveitar, melhor escolher um que possa agradar a todos. Pode servir um mais comercial e preço melhor que até quem gosta vai conseguir tomar. Em defesa dos vinhos de bom preço, Rodrigo explica que o custo de produção é similar entre os bons vinhos e que o que define o valor é a relação entre oferta e demanda.

Beber vinho como refrigerante
Não é adequado. O vinho deve ser apreciado e quem bebe precisa prestar atenção à sua presença na boca. Dar goles enormes não deixa que sabores e aromas sejam percebidos. “Vale o mesmo para a comida, não enfiamos tudo de uma vez na boca”, explica.

Perguntar se o vinho é doce ou seco
A pergunta pega mal. Isso porque não define características de bons vinhos e, sim, fazem referência aos de baixa qualidade, feitos com uvas para comer e não as mesmas usadas para o preparo dos vinhos. Muitos são os vendidos em garrafões ou chamados ‘da casa’ em restaurantes mais antigos. “No Brasil, é recente a cultura do vinho. Muitas pessoas estavam acostumadas a beber vinho de baixa qualidade”, explica.

Achar que vinhos doces ou brancos são de baixa qualidade
Segundo Rodrigo, isso é resquício de vinhos de baixa qualidade, muito doces, que ficaram muito populares como bebidas de festas, como casamentos. “As pessoas adoravam e depois passaram a identificar qualquer coisa branca ou açucarada com ele”, explica. Ele lembra que em algumas regiões, o vinho branco é servido depois dos tintos para reforçar sua superioridade.

Beber demais
Em jantares regados a vinhos, é fácil exagerar nas doses ideais para manter a linha. Principalmente em jantares harmonizados. A quantidade ideal varia de acordo com a pessoa e deve ser menor para mulheres ou mesmo para as que comem pouco. Para não dar vexame, Rodrigo explica que não é feio deixar vinho na taça. “Basta dar um gole, não é gafe”, diz. Isso pode ajudar a acompanhar jantares em que seis ou mais vinhos, por exemplo, podem ser servidos.

Não pedir dicas para o sommelier
Muitas pessoas não gostam de fazer perguntas ou pedir indicações ao sommelier para não parecer mal informado. Mas é justamente o contrário: trata-se de um profissional treinado para ajudar a escolher a melhor opção de acordo com o perfil das pessoas ou dos pratos escolhidos.

Deixar de beber porque não combina com a comida
Rodrigo diz que existem combinações que funcionam melhor e outras que não vão bem. Mas que não é preciso levar tudo à risca o tempo todo. Ele exemplifica que, num almoço com amigos, no qual a maioria vai comer peixe e apenas um vai pedir uma refeição com carne, o vinho para acompanhar será branco para agradar a maioria, mas pode ser consumido com o outro tipo de proteína. Não será a melhor combinação, mas vale a ocasião com os amigos.

#FicaDica

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1 Comentário

  1. Ana cristina

    7/5/2013 às 15h43

    Adorei as dicas de gafe sobre vinhos!!!!!!parabéns pela matéria.

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