28mar 18

COMO LIDAR COM RELACIONAMENTOS AFETIVOS NO TRABALHO

Quem nunca teve uma quedinha por alguém do trabalho que atire a primeira pedra, fosse antes ou depois de conhecer aquela pessoa melhor. Eu mesma já perdi as contas de quantos “crushes” já tive por todos os lugares onde trabalhei. Fosse apenas uma tensão sexual platônica ou um sentimento mais intenso, concretizar qualquer coisa pode causar muitos problemas, mesmo aquelas ficadas ingênuas de carnaval que você acha que ninguém da empresa vai ficar sabendo.

Já ouviu aquele ditado: onde se ganha o pão não se come a carne? Bem tem um motivo pra isso, não é mesmo? Nem sempre as coisas ficam só no imaginário e se parece que algo vai dar merda, geralmente é porque vai.  Infelizmente, para todas as parcerias de trabalho bem-sucedidas, como Barack e Michelle Obama ou Bill e Melinda Gates, há as amargas recriminações não vamos esquecer de Bill Clinton e Monica Lewinski.

E milhões de mulheres em todo o mundo, e alguns homens, sofrem diariamente encontros que resultam em assédio sexual em vez de romance mútuo. Por exemplo, em uma pesquisa de 2017 da ABC News e do Washington Post , 30% das mulheres afirmaram ter experimentado avanços indesejados de colegas de trabalho masculinos e 23% de homens que tiveram influência sobre sua situação de trabalho.

Os problemas não terminam quando um relacionamento entre um gerente e um de seus membros é consensual. Se você está em um relacionamento com um colega de trabalho, ou pensando em começar um, há muito o que você pode fazer para evitar estresse desnecessário ou perturbação para você e seus colegas.

Conversei com a psicóloga junguiana Amélia Kassis, sobre os perigos de desenvolver esse tipo de relacionamento.

Viviane Leone: É aconselhável se envolver emocionalmente com colegas de trabalho?

Amélia Kassis: De forma geral, o envolvimento em parte é escolha. Devemos refletir até que ponto é empolgação ou se é sentimento mesmo, já que relações dentro do âmbito de trabalho podem envolver riscos que não queremos correr. O ideal é realmente verificar a intensidade das emoções e ponderar prós e contras.

Viviane Leone: Cruzar esse limite mesmo que só por diversão pode prejudicar de que forma?

Amélia Kassis: O ideal é se divertir com outras pessoas que não sejam do convívio no trabalho – porque o que para um é diversão para o outro pode não ser, e aí a brincadeira pode acabar mal e prejudicar ambos.

Viviane Leone: Como lidar com o fim de um relacionamento e continuar trabalhando com a pessoa?

Amélia Kassis: É necessário muita maturidade para lidar com essa situação, que pode ser bem difícil no começo. O ideal é que os dois continuem se respeitando. O fim de um relacionamento não é necessariamente o fim de um coleguismo. Mas no começo, quanto os nervos estão à flor da pele, a recomendação é tentar ser cordial e evitar a rotina que tinham juntos, ou seja: tente ir almoçar com outro grupo de pessoas e se afastar, na medida do possível. Há um exercício de PNL que pode ser bastante útil. Vamos lá: visualize essa pessoa em sua frente e, como se tivesse um controle remoto nas mãos, torne a imagem preto e branco; ainda com esse controle imaginário, afaste a imagem dessa pessoa para uma distância onde os sentimentos e emoções fiquem mais amenos. Repita esse exercício quantas vezes forem necessárias até que surta um resultado positivo e a pessoa (o ex ou a ex) perca a cena.

Viviane Leone: Se envolver sexualmente com um superior comprometido. Que conselho você dá para evitar essas armadilhas?

Amélia Kassis: Meu conselho é afaste-se já de uma pessoa comprometida, independente da hierarquia. A longo prazo, você ficará desconfortável com essa situação e, com certeza, sairá magoado – mesmo que de início até mesmo você não queira compromisso. Se a atração é forte, evite aceitar convites fora de um grupo. Se necessário, coloque claramente seu limite. E lembre-se: essa deve ser uma decisão inflexível.

Viviane Leone: Se apaixonar por um colega é motivo pra trocar de emprego?

Amélia Kassis: Depende da situação. Algumas empresas têm em seu estatuto a proibição de relacionamento entre colegas de trabalho. Se onde você trabalha é assim e você realmente entrar em um relacionamento, um dos dois terá que mudar de emprego. Em outros casos, porém, a proibição é apenas dentro da mesma área e há a possibilidade de tentar uma transferência. Se o amor bater forte, essa é uma opção viável.

relacionamento no trabalho vai dar merda

Se você tem alguma história de amor no trabalho, conta aqui pra gente nos comentários.

 

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