11ago 16

Como Bartolomeu mudou a minha vida

DSCN3534 Batolomeu (Bartô para os íntimos)

Esse aí da foto é o Bartô, um dog muito gente boa da raça maltês com lhasa apso. Tem apenas 5 meses de vida e está comigo faz três semanas.

Sempre fui uma entusiasta de programas como Doutor Pet, Encantador de Cães, Pitty Bulls e Condenados, mesmo sem ter um cachorro. Meu último animal de estimação foi um gato que só ficou comigo um mês, meu último “catioro” foi quando eu tinha 13 anos. Na época eu dizia para os meus pais que precisava de um amigo, tudo na intenção de ludibriá-los a deixar que eu tivesse um. Fiz mil promessas, entre elas, a de que cuidaria dele.

Resumindo: o Bob (nome do meu rottweiler mestiço de labrador), ficou comigo apenas por um ano, antes dos meus pais decidirem mandá-lo pra um sítio onde ele cresceu feliz e saudável. Foi melhor pra ele, melhor para os meus pais, mas definitivamente não foi o melhor pra mim que cresci sem entender a responsabilidade de cuidar de um ser que depende só de você.

Hoje com 25 anos, não sou mais a pré adolescente irresponsável que eu era. Não tinha pretensão de adotar nenhum animal de estimação até conseguir uma vida financeiramente estável. Mas a oportunidade de adotar o Bartô, caiu como uma luva, e foi difícil ignorar os sinais.

Dias antes conversava com meu namorado  sobre ter um filhote, ele claro, sempre apoiou a ideia, mas era algo financeiramente inviável. Como moramos em apartamento não poderia ser um vira-lata que corresse o risco de ficar muito grande, precisava ser uma raça específica de porte pequeno.

Estava na loja onde meu boy trabalha e durante uma conversa despretensiosa, o chefe dele disse que estava doando um filhote, parecia perfeito. No dia seguinte Bartô já estava em casa, assustado e choroso (foi separado dos pais). Quando peguei ele no colo entendi o significado da palavra amor incondicional, me fez perceber que tenho um extinto materno muito mais forte em mim do que imaginava, com todos os exageros, preocupações e manias (que só uma mãe tem).

É mágico a capacidade que um bichinho tem de tornar qualquer ser humano uma pessoa melhor. Meu namorado que sempre foi preguiçoso no quesito arrumar a casa, hoje, é bem mais prestativo e carinhoso. O “efeito bartô” faz isso mesmo com as pessoas.

Ter um filhote exige conhecimento, estudo, sim estudo. Não é qualquer alimento que seu pet pode comer, ele precisa ter uma variedade grande de brinquedos para não se entediar. Precisa aprender os limites do que pode ou não pode, e tudo isso exige muita paciência e claro, uma dose extra de amor.

Esse não é um texto sobre dicas, não é um texto sobre como você deve criar seu bichinho. É apenas um conselho pra você que não tem nenhum animal de estimação: é terapêutico, intenso e vai te mudar como pessoa.

Hoje, me vejo lendo rótulos de alimentos pro meu “filho”, penso nele da hora que eu acordo até a hora que vou dormir e se estou na rua fico preocupada. “Ah Vivi, mas isso é exagero”, talvez seja mesmo, ou talvez eu ainda não saiba lidar com esse amor que cresce dentro de mim cada vez que ele faz festa quando chego do trabalho ou acordo.

O PhD Allen McConnell descobriu em uma pesquisa que os donos de animais de estimação são mais saudáveis do que as pessoas que não tem animais, principalmente os donos que passam muitos e bons momentos com seus cães, gatos ou qualquer outro bicho.

Se os cientistas afirmam, quem sou eu pra desmentir não é? :p

A photo posted by Bartolomeu (@landsofbarto) on Jul 25, 2016 at 4:23am PDT

A photo posted by Bartolomeu (@landsofbarto) on Jul 21, 2016 at 1:22pm PDT

Na segunda semana com Bartô conheci um sentimento chamado desespero. Ele ficou doente, com diarreia e vomitando a cada segundo. Meu namorado e eu corremos com ele para o veterinário, lá a médica disse que poderia ser algo grave ou não, receitou medicamentos e me instruiu a interná-lo caso ele continuasse vomitando.

No dia seguinte veio o alivio, ele parecia melhor, os sintomas haviam cessado mas o sentimento de preocupação permanecia. A noite em que isso aconteceu foi desesperadora, infernal.

A pior sensação é saber que talvez a culpa seja minha. Apesar de ler em todos os lugares que não se deve sair com o filhote antes das vacinas, por ingenuidade pensei que uma voltinha na calçada não faria mal, mas fez. Então fica o aprendizado: nunca saia com seu dog antes de todas as vacinas.

Aproveitando quero indicar o Hospital Público Veterinário, que fica na Parada Inglesa. A indicação foi da veterinária que atendeu o Bartô. Sabemos que internação de pet não é algo barato, mas nesse hospital eles atendem e fazem exames gratuitamente. Fui lá no dia seguinte mas infelizmente o horário para exames é das 6hs às 10hs. Rola uma filazinha meio grande, já que é de graça muita gente vai lá, mas é impressionante o carinho e cuidado que os profissionais do local tem.

Então se a grana está curta, e seu bichinho precisa de atendimento essa é uma ótima opção. Abaixo o endereço.

Endereço: Av. Gen. Ataliba Leonel, 3194 – Parada Inglesa, São Paulo – SP, 02033-010
Telefone: (11) 2478-5305
Por .

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