Empoderamento - smartgirls

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31jul 18

SERÁ QUE ME ENCAIXO NOS PADRÕES LGBTQ+?

 

Foto por: The Sun

 

Uns meses atrás estava no Twitter quando me deparei com uma digital influencer do mundo LGBTQ+, reclamando que uma outra mina estava se queixando do fato dela não pegar mulheres gordas. Fui lá ler do que se tratava, na verdade a menina postou em um grupo fechado sobre a dificuldade de ser gorda e lésbica, porque além dos padrões impostos pela sociedade ela ainda tinha que lidar com o fato de não se encaixar no padrão lésbico de ser magra, loira, etc.

De repente isso tudo virou uma grande discussão mal interpretada onde as minas que deveriam se unir, acabaram se separando ainda mais. Tenho conversado muito com um amigo gay sobre suas inseguranças, sobre como ele se sente preterido na comunidade LGBTQ+ por não fazer parte do “padrão” considerado ideal para a maioria e como isso o impede de se aproximar de alguns caras por medo de sofrer alguma rejeição. Tudo isso me fez refletir no quanto os padrões impostos pela sociedade heteronormativa já causa angústia e que nem mesmo quem se encaixa em uma das siglas LGBTQ+ se sente plenamente à salvo disso.

Por isso, resolvi conversar com alguns membros da comunidade para entender o sentimento por trás de tantas normas e como isso afetava a autoestima e sua maneira de se relacionar com o outro. Continue lendo

Por .
26mar 18

SOBRE SE SENTIR BONITA COM A PELE QUE EU TENHO

amor prórpior, autoestima, auto imagem

Me lembro da primeira estria que apareceu. Eu tinha 12 anos, estava crescendo e apesar de ser magrinha estas marcas vermelhas marcavam meus quadris, em seguida, nos joelhos e coxas. Eu morria de vergonha. Mal conseguia me olhar no espelho, muito menos colocar um biquíni. Os anos foram se passando e volta e meia, quando eu precisava colocar um shorts era um caos na minha mente. Eu sofria durante dias (sente o drama!) só de pensar em aparecer com roupa de praia na frente de outras pessoas. O medo de ser julgada era maior do que o de aproveitar um dia na piscina ou na praia.

Sempre que converso com amigas sobre autoestima e se sentir bem com o próprio corpo percebo que é um sentimento comum o de constante insatisfação com a própria pele. No meu círculo de amizades não tem nenhuma mulher plena consigo mesma. A resposta mais objetiva para isso, seria porque nós crescemos vendo nas revistas, filmes e TV mulheres perfeitas, sem celulite, estrias, com o cabelo impecável, etc. E, de forma inconsciente, queremos ser iguais a elas. Não há nada de errado em querer cuidar de si mesma, fazer um tratamento estético ou mesmo emagrecer para se sentir bem. A questão é: o que te motiva? Com isso, passamos a não aceitar nossa pele, peso, aparência. O que não devia ser natural é ficar fadada a constante insatisfação com o nosso próprio corpo.

Para começar a trilhar um caminho oposto ao que vivi até hoje, tomei uma série de atitudes que, aos poucos, tem  feito me sentir melhor com minha autoimagem e enxergar a beleza que tenho, que não tem que obrigatoriamente seguir nenhum padrão.  

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