Comportamento

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11nov 16

As malditas lembranças

garota-memorias

Hoje eu concluí que a memória é nosso pior inimigo quando estamos tentando seguir em frente.

Se quando a gente terminasse algo, ficássemos focados no que temos que fazer desse momento em diante, talvez não ficaríamos mal, nostálgicos, com saudades e pensando em tudo que podíamos ter feito diferente.

Eu passo 23 horas e trinta minutos bem, mas chega a hora de deitar… Parece que o travesseiro faz a gente querer pensar em tudo que não queremos.

De repente você lembra de um sorriso, aquele primeiro que você viu quando conheceu ele. Em seguida você lembra dele sem graça de um jeito fofo se desculpando por te chamar pelo nome errado ou de como era bonitinho ele concentrado trabalhando. Lembra daquela sensação de nervoso de ver a pessoa depois de combinar em aplicativo… mesmo que não trocaram uma palavra por lá.

Até aí a história nem teve nada demais, mas já é muito.

Daí pra frente só piora… você lembra do reencontro, das risadas, das conversas no meio do filme que não assistiram, do primeiro beijo, de dormir junto… e acordar junto.

casal

Das coisas engraçadas, das histórias que ele te contou, de quantas vezes você quis falar algo mas guardou e deu um beijo apenas por medo de chegar exatamente nesse ponto você tá agora… lembrando.

Você pode ter a pior memória do mundo, mas nessa hora você vai lembrar de tudo como se fosse um filme.

Por fim, você fica nostálgica, meio anestesiada e apaga.

26set 16

Websérie #SemExcesso é lançada pela ABRABE

semexcesso

O portal Sem Excesso é uma campanha de conscientização do consumo responsável de bebidas alcoólicas da ABRABE (Associação Brasileira de Bebidas). Essa semana lançaram o primeiro ep da série #SemExcesso que terá 10 episódios.

#SemExcesso

A série que está super jovem e explicativa de forma gostosa de assistir conta com  jovens, pais e um médico hebiatra (Dr. Maurício de Souza Lima), para discutir as primeiras experiências dessa fase da vida e a relação com o consumo de bebidas.

Quem apresenta a webserie é a vlogger Lully de Verdade que segue de um jeito descontraído ajudando a desmistificar coisas e tirar dúvidas como “Por que não é proibido o consumo de  álcool antes dos 18 anos?“.

luly-sem-excesso

A ideia é boa por que apesar de ser uma campanha de conscientização, não é careta e explica os motivos para as coisas serem como são.

Só pelo trailer da pra ver que tá bom demais:

O primeiro episódio que lançou a série foi com o tema “A primeira vez“. Nessa parte vocês podem ver o quão descontraído e divertido pode ser aprender mais os motivos das leis e da resposta do nosso organismo em relação a bebida.

Acompanhem no youtube ou fanpage para assistirem os outros que saem todas as quintas-feiras.

19set 16

Ladeira abaixo: uma reflexão sobre términos de namoro

Seria possível compreender aquele momento derradeiro antes do fim? Aquele momento em que percebemos onde tudo está errado no relacionamento antes de chegar ao ápice do “não me sinto mais feliz com você”?

mulher

E se percebemos, será que queremos mesmo consertar? A pergunta que não quer calar é: dá pra consertar o inconsertável?

Estavam lá todos os sinais, as brigas, a falta de paciência, o sorriso inexistente. Tudo gritava: alerta vermelho! E eu cismando em ignorar.

Entre nós tudo aconteceu muito rápido, a paixão, o fogo, as noites de sexo ardente. Que nos meses consecutivos se tornaram apenas boas lembranças. Me sentia como aqueles homens que olham pro próprio parceiro feito um pedaço de carne. Sentia falta do tesão, do suor, da penetração. Me sentia descompensada e um pouco arrasada por não entender as justificativas, que eram sempre acompanhadas de um “claro que o problema não é você”, “estou sem cabeça”, “são tantos problemas”. Por meses me senti insuficiente, mesmo recebendo olhares, elogios e convites de outros homens. Não era eles que eu queria na minha cama, era você. Que mesmo dormindo ao meu lado era só a sombra do que um dia já foi. E sabe de uma coisa? Você tinha razão, o problema não era eu.

O problema era o que me tornei em todos esses meses pra você, a “chata” que só sabe falar de arrumar a casa. A “rancorosa” que ficava de cara fechada depois de ser insultada enquanto você já tinha superado, a pessoa que você “suportava”.

Finalmente entendi, o mundo tá cheião de gente e com certeza uma galera estará disposta a estar com você e vai curtir você pelo que você é (mesmo!). Não tem nada de errado com quem você é, então ache as pessoas certas pra você, em vez de tentar ser a pessoa certa pras outras pessoas.

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11ago 16

Como Bartolomeu mudou a minha vida

DSCN3534 Batolomeu (Bartô para os íntimos)

Esse aí da foto é o Bartô, um dog muito gente boa da raça maltês com lhasa apso. Tem apenas 5 meses de vida e está comigo faz três semanas.

Sempre fui uma entusiasta de programas como Doutor Pet, Encantador de Cães, Pitty Bulls e Condenados, mesmo sem ter um cachorro. Meu último animal de estimação foi um gato que só ficou comigo um mês, meu último “catioro” foi quando eu tinha 13 anos. Na época eu dizia para os meus pais que precisava de um amigo, tudo na intenção de ludibriá-los a deixar que eu tivesse um. Fiz mil promessas, entre elas, a de que cuidaria dele.

Resumindo: o Bob (nome do meu rottweiler mestiço de labrador), ficou comigo apenas por um ano, antes dos meus pais decidirem mandá-lo pra um sítio onde ele cresceu feliz e saudável. Foi melhor pra ele, melhor para os meus pais, mas definitivamente não foi o melhor pra mim que cresci sem entender a responsabilidade de cuidar de um ser que depende só de você.

Hoje com 25 anos, não sou mais a pré adolescente irresponsável que eu era. Não tinha pretensão de adotar nenhum animal de estimação até conseguir uma vida financeiramente estável. Mas a oportunidade de adotar o Bartô, caiu como uma luva, e foi difícil ignorar os sinais.

Dias antes conversava com meu namorado  sobre ter um filhote, ele claro, sempre apoiou a ideia, mas era algo financeiramente inviável. Como moramos em apartamento não poderia ser um vira-lata que corresse o risco de ficar muito grande, precisava ser uma raça específica de porte pequeno.

Estava na loja onde meu boy trabalha e durante uma conversa despretensiosa, o chefe dele disse que estava doando um filhote, parecia perfeito. No dia seguinte Bartô já estava em casa, assustado e choroso (foi separado dos pais). Quando peguei ele no colo entendi o significado da palavra amor incondicional, me fez perceber que tenho um extinto materno muito mais forte em mim do que imaginava, com todos os exageros, preocupações e manias (que só uma mãe tem).

É mágico a capacidade que um bichinho tem de tornar qualquer ser humano uma pessoa melhor. Meu namorado que sempre foi preguiçoso no quesito arrumar a casa, hoje, é bem mais prestativo e carinhoso. O “efeito bartô” faz isso mesmo com as pessoas.

Ter um filhote exige conhecimento, estudo, sim estudo. Não é qualquer alimento que seu pet pode comer, ele precisa ter uma variedade grande de brinquedos para não se entediar. Precisa aprender os limites do que pode ou não pode, e tudo isso exige muita paciência e claro, uma dose extra de amor.

Esse não é um texto sobre dicas, não é um texto sobre como você deve criar seu bichinho. É apenas um conselho pra você que não tem nenhum animal de estimação: é terapêutico, intenso e vai te mudar como pessoa.

Hoje, me vejo lendo rótulos de alimentos pro meu “filho”, penso nele da hora que eu acordo até a hora que vou dormir e se estou na rua fico preocupada. “Ah Vivi, mas isso é exagero”, talvez seja mesmo, ou talvez eu ainda não saiba lidar com esse amor que cresce dentro de mim cada vez que ele faz festa quando chego do trabalho ou acordo.

O PhD Allen McConnell descobriu em uma pesquisa que os donos de animais de estimação são mais saudáveis do que as pessoas que não tem animais, principalmente os donos que passam muitos e bons momentos com seus cães, gatos ou qualquer outro bicho.

Se os cientistas afirmam, quem sou eu pra desmentir não é? :p

A photo posted by Bartolomeu (@landsofbarto) on Jul 25, 2016 at 4:23am PDT

A photo posted by Bartolomeu (@landsofbarto) on Jul 21, 2016 at 1:22pm PDT

Na segunda semana com Bartô conheci um sentimento chamado desespero. Ele ficou doente, com diarreia e vomitando a cada segundo. Meu namorado e eu corremos com ele para o veterinário, lá a médica disse que poderia ser algo grave ou não, receitou medicamentos e me instruiu a interná-lo caso ele continuasse vomitando.

No dia seguinte veio o alivio, ele parecia melhor, os sintomas haviam cessado mas o sentimento de preocupação permanecia. A noite em que isso aconteceu foi desesperadora, infernal.

A pior sensação é saber que talvez a culpa seja minha. Apesar de ler em todos os lugares que não se deve sair com o filhote antes das vacinas, por ingenuidade pensei que uma voltinha na calçada não faria mal, mas fez. Então fica o aprendizado: nunca saia com seu dog antes de todas as vacinas.

Aproveitando quero indicar o Hospital Público Veterinário, que fica na Parada Inglesa. A indicação foi da veterinária que atendeu o Bartô. Sabemos que internação de pet não é algo barato, mas nesse hospital eles atendem e fazem exames gratuitamente. Fui lá no dia seguinte mas infelizmente o horário para exames é das 6hs às 10hs. Rola uma filazinha meio grande, já que é de graça muita gente vai lá, mas é impressionante o carinho e cuidado que os profissionais do local tem.

Então se a grana está curta, e seu bichinho precisa de atendimento essa é uma ótima opção. Abaixo o endereço.

Endereço: Av. Gen. Ataliba Leonel, 3194 – Parada Inglesa, São Paulo – SP, 02033-010
Telefone: (11) 2478-5305
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06jul 16

Eu optei por não ter micro-ondas

microondas

Quando eu me mudei pra uma kitnet eu analisei bem minhas necessidades e todo mundo falava: Micro-ondas? Já comprou? É o necessário!

Antes de eu tomar essa decisão eu lembrei de uma pesquisa que mostrava a diferença das células da água esquentadas no fogão e no micro-ondas e eu pensei: o que custa eu esquentar as coisas no fogão?Fora isso eu tenho um amigo que não tinha e vivia normalmente sem um.

Essa aqui é uma imagem de um experimento de plantação com água que foi já aquecida no microondas e com água purificada. Olha isso:

microondas3

Eu já vivo no meio de tanta tecnologia que decidi pelo menos o que eu ingerir ser mais natural. Mas óbvio que não são só mares de rosas.

Se alguém quiser ter essa experiência já vou avisando as desvantagens:

  • A diferença de aquecimento de uma lasanha pré pronta é de quase meia hora de um micro-ondas para o fogão;
  • Não tem bolo de caneca pra forno;
  • Pipoca? Acostume com ela pulando da panela;
  • Sujar panelas vai ser algo comum, então escolha bem as panelas.

Essas são só algumas das desvantagens, as únicas que eu realmente passo. Já estou mais de 7 meses sem micro-ondas e ainda não senti que preciso comprar.

E você? Conseguiria ficar sem?

28jun 16

O que é relacionamento abusivo pra você?

relacionamentos

O que deveríamos considerar um relacionamento abusivo? Uma briga, ofensa? O que realmente entra no pacote?

Li vários relatos de pessoas conhecidas no Facebook, mas a verdade é que nunca me questionei sobre o que era ou não aceitável pra mim dentro dos relacionamentos que tive. Claro que, em alguns momentos o limite era óbvio, mas e quando o comportamento abusivo está camuflado, como fazemos pra diferenciar uma fase ruim do nosso parceiro, com desrespeito contínuo e abuso psicológico?

Fazendo uma busca rápida no Google sobre o assunto, abri o primeiro link que encontrei e cai em um texto do WikiHow. Nele, a lista de comportamentos errados era imensa. Reconheci em alguns tópicos comportamentos que o meu ex marido tinha enquanto eramos casados. Em outros pontos vi um reflexo de mim mesma, de como fui abusiva em determinadas situações e me identifiquei com sentimentos que carrego até hoje.

Comecei a me questionar se o problema era eu, minhas escolhas erradas para parceiros. Talvez eu seja passiva demais e permita que me tratem com a falta de respeito que meu pai sempre ensinou que eu merecia.

Ele dizia para eu escolher quem me tratasse como princesa e a verdade é que, mesmo hoje, nunca me senti como uma.

Nós mulheres somos condicionadas a achar que o problema é sempre nosso e comigo não era diferente. Em partes por idealizar um companheiro capaz de ver em mim alguém por quem vale a pena dar o melhor. Me ensinaram que não se pode ter tudo e que o homem perfeito não existe.

Como se eu idealizasse alguém irreal, mas a verdade é, nunca fui muito ambiciosa. Quando estava na quinta série escrevi uma carta pra Deus, na época eu frequentava uma igreja evangélica. Na carta só qualidades de caráter e personalidade, como que a pessoa me amasse, me tratasse como princesa, fosse trabalhador mas acima de tudo me respeitasse. Mesmo na época a aparência do meu “príncipe encantado” nunca me importou.

Os desejos de criança seguem comigo até hoje e analisando com frieza nunca encontrei quem cumprisse todos os requisitos. Não estou dizendo que sou perfeita mas posso contar nos dedos a única vez que em um rompante de raiva xinguei um namorado em alto e bom som.

Quem nunca quis esganar o outro durante uma briga que atire a primeira pedra, sou humana e não estou livre desses desejos, mas sempre tive o cuidado de não ultrapassar alguns limites, pois sei que faltar com respeito é um ciclo vicioso. Se acontece uma vez e você age com naturalidade, a chance de acontecer de novo é bem grande.

Mas se eu tenho esse cuidado, porque a pessoa que escolhi para estar ao meu lado também não pode ter? As vezes o outro é tão grosseiro que acabamos imitando o mal comportamento e agredindo igualmente. Porque todo mal comportamento parece justificável, mesmo os que não são, mesmo os nossos.

A pessoa que diz te amar não deveria ter a capacidade de te agredir física ou emocionalmente. Me ocorreu que nem todo abuso são marcas deixadas na face, algumas vezes são marcas que ficam entranhadas na alma.

Relacionamentos não deveriam ser difíceis, não deveria ser uma luta diária e você não deveria sentir-se como alguém que o outro “suporta”.  Tem algo que venho amadurecendo e dizendo pra mim mesma faz um tempo, se a pessoa que está ao seu lado quer ir embora, então ela está te fazendo um favor. 

O que você seria capaz de fazer por quem ama? Responda para si mesma essa pergunta com sinceridade. Seria capaz de melhorar as coisas que incomodam o outro? Que tipos de sacrifícios faria?

Agora questione-se: quem está ao seu lado seria capaz de fazer o mesmo por você? Talvez, só talvez essa resposta seja o que precisa.

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14abr 16

Aplicativo anti assédio Sai Pra Lá

sai pra la

Nunca nos últimos anos se ouviu falar tanto em sororidade. Mulheres tem se unido em diversos lugares, de diferentes formas para combater preconceito, violência, machismo e tudo que é derivado.

Vejo no Facebook grupos de cultura pop voltados para o público feminino como Minas Nerds, grupos de couchsurfing como o Couchsurfing das mina e por aí vai. Esses são apenas dois exemplos do qual participo, mas as opções não param por aí.

Catharina Doria tinha 17 anos quando cansou das grosserias disfarçadas de elogio na rua e começou a desenvolver o Sai Pra Lá, um aplicativo que permite mapear caso de assédio sofridos nas ruas. Com ele é possível anotar o tipo de assédio, local, hora e onde ocorreu se a vítima preferir de maneira anônima.

O assédio em sua vida, começou cedo aos 9 anos de idade enquanto andava com sua madrinha na rua e teve que ouvir gracinhas de um cara bem mais velho. Hoje com 18 anos se dedica a ajudar mulheres que também vivenciaram algo parecido.

Conversei com ela pra entender um pouco mais sobre o projeto e suas motivações para iniciá-lo. Confira a entrevista, abaixo.

Viviane Leone: Você sempre teve vontade de criar um aplicativo ou a ideia veio depois?

Catharina Doria: Nunca tinha pensado nisso!

Viviane Leone: Pretende fazer algum curso de graduação superior na área de comunicação ou tecnologia?

Catharina Doria: Quem sabe! Realmente estou bem perdida quanto ao meu futuro!

Viviane Leone: Como surgiu a ideia de criar esse aplicativo?

Catharina Doria: Eu estava andando na rua quando um senhor, ele devia ter uns 50 anos, me chamou de gostosa e disse que ia me “levar pra casa”. Fiquei com medo de responder, já que sempre li histórias de mulheres que apanharam depois. Tive a ideia e chamei dois amigos: o Thiago, que é desenvolvedor, e a Mari, que é designer. Disse que não tinha dinheiro, mas tinha uma ideia. Eles me apoiaram e aqui estamos.

Viviane Leone: O que você espera com ele?

Catharina Doria: No primeiro momento quero chocar a população. Vamos lá: em uma semana de existência, o app já tem 7 mil assédios registrados. Quando tivermos números mais “alarmantes” para mostrar para o Estado (milhões), queremos entrar com cobranças de medidas preventivas – palestras, cartazes, projetos, sei lá.

Viviane Leone: Quantas pessoas em média já se registraram no aplicativo?

Catharina Doria: Mais de 35 mil.

Viviane Leone: Como seus pais e amigos reagiram quando você contou a ideia de criar esse app?

Catharina Doria: Minha família me apoiou desde o início. Meus amigos só ficaram sabendo depois que lancei. Mantive isso um segredo.

Viviane Leone: Quais os planos para o aplicativo no futuro?

Catharina Doria: Tenho incontáveis planos, como adicionar linhas de trem/metro, traduzir pro espanhol e inglês, adaptar pra Windows Phone (que está sendo cobrada por muitas pessoas) – mas tudo isso só conseguirá se concretizar quando tivermos verba. Quem sabe?

Dados 22 de novembro de 2015 Dados 22 de novembro de 2015 Reprodução Facebook Reprodução Facebook

Depoimento

O projeto ficou tão grande que agora a Catharina tem um canal no Youtube onde fala sobre empoderamento feminino.

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01abr 16

Como a internet nos deixou mentalmente preguiçosos

cerébro

Estava eu ​​na internet quando me deparei com uma publicação sobre o Quintandinha Bar, li o texto e cai no “desabafo” da jovem queixosa e acabei compartilhando em um impulso emocional.

Conversando com um amigo percebi que não me dei ao trabalho de checar se a história era verdadeira, tomei o que a moça disse como verdade absoluta e fui mais uma das milhares a se posicionar a favor dela sem ao menos tentar entender mais profundamente o que havia acontecido.

Não estou aqui para debater o mérito da questão. Me incomoda o fato de que eu formada em jornalismo, heavy user de internet e trabalhando no meio publicitário simplesmente não tive o crivo de checar os dois lados da moeda.

E me incomoda mais ainda o fato de que esse não é um problema somente meu.

Certa vez li uma chamada que dizia “Pesquisar no Google faz as pessoas se sentirem mais inteligentes”, mas isso não comprova que a pessoa tenha conhecimento de fato sobre o assunto.

O “Google Effect” (Ou Efeito Google) esta cada vez mais comum, pesquisas inclusive já mostram que o acesso ilimitado à informação faz com que nossos cérebros retenham cada vez menos dados. Ficamos preguiçosos. Em algum lugar dentro da nossa cabeça está o pensamento “eu não preciso memorizar isso, é só pesquisar no Google quando eu precisar”.

As redes sociais se transformaram em uma espécie de vaso sanitário onde as pessoas vomitam suas opiniões muitas vezes sem refletir sobre o assunto.

O que percebo é uma tendência das pessoas juntarem várias informações compatíveis com seus pensamentos, dessa forma elas acabam reproduzindo conteúdos e ideias sem análise alguma sobre o motivo pelo qual concordam ou não com eles.

Acho, inclusive, que esse é um dos motivos de tanta desavença nas redes sociais, o receptor não entende a motivação do outro em torno do conteúdo que está sendo replicado.

Por isso quero deixar a seguinte reflexão: O que você compartilha nas suas redes sociais traduz bem sua linha de pensamento?

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02mar 16

As desculpas que damos pra justificar nossos erros

desculpas

Inferno astral me parecia uma boa justificativa pra maré de azar que anda acontecendo comigo. É mais fácil pensar que os astros estão de mal comigo, do que admitir um erro causado único e exclusivamente por minha culpa.

“Ah, mais isso me levou a fazer aquilo que deu merda”, foi outra tentativa pra me sentir um pouco menos pior. Uma desculpa que usa o outro como fator para o erro não pode ser levada à sério, e isso é óbvio até mesmo pra mim. O erro do outro não diminui o nosso próprio.

“Errar é humano”. Outra expressão muito usada quando nos pegamos diante de algo nós mesmos cometemos. Ser humilde é compreender que somos imperfeitos. Não quer dizer que ao fazer isso estamos nos isentando da culpa. Mas sim que estamos aceitando nossa própria natureza, com tolerância e bondade.

A parte mais difícil, é se perdoar. É preciso dedicação e esforço para consertar o estrago, mas ficar olhando pra trás o tempo inteiro é algo que pessoas atoladas fazem. Não podemos mudar o passado, mas podemos viver de forma mais consciente no presente pra evitar que os mesmos erros sejam cometidos no futuro.

Temos fraquezas, limitações e equívocos de julgamento e aprender a lidar com nossas emoções é o primeiro passo pra mudar.

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25fev 16

Vamos falar de sentimento?

cama

Sempre fui o tipo de pessoa que consegue se expressar melhor escrevendo do que falando. Eu não consigo falar para as pessoas que eu gosto o quanto elas são importantes pra mim. Por exemplo, eu sempre digo pra minha mãe que a amo pelo Whatsapp, mas pessoalmente me limito a um beijo e um abraço (que claro carregam todo sentimento do mundo).

Ouvir de alguém o quanto somos importantes é muito bom, aquece o coração e tem um peso maior. Porque quando falamos nos despimos, ficamos vulneráveis e isso nos deixa completamente sem defesa apenas a mercê do olhar julgador e do pensamento emblemático do outro.

Quando se está ali, olho no olho não existem frases de efeito, não existe soneto, é só você de peito aberto. E cara como isso é aterrorizante. Sim, eu sou covarde por carregar tanta coisa e não colocar pra fora, porque falar dos meus sentimentos me emociona, me comove, me dá vontade de chorar e eu detesto que me vejam assim.

Uma vez eu li em algum lugar “fique com quem te despe a alma, porque o corpo qualquer um é capaz de fazer”.  E é assim que me sinto quando eu olho pra ele (qual é você também deve ter alguém na sua vida que capaz de tirar seu chão, então não julgue meu romantismo que parece clichê).

Foi naquela noite despidos de corpo e alma, ali suados e calados. Não me lembro ao certo quem de nós dois quebrou o silêncio, eu já havia dado indícios de um possível “eu te amo”, mas tentei brincar, tirar o foco. Afinal de contas, é algo bem importante e eu queria ter certeza que aquele era o momento certo. Mas qual é o momento certo mesmo?

Acho que é quando o sentimento está transbordando por dentro e vazando pelas beiradas. Quando não se imagina sem aquela pessoa na sua rotina. Quando independente do tempo que vocês se conhecem existe afinidade e cumplicidade.  Foi ali naquela cama, entre suspiros cansados que eu deixei a vergonha e o medo de lado e me declarei.

Confira mais textos aqui.

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