10dez 18

A REPRESENTATIVIDADE FEMININA NO MOTOCICLISMO

moto feminina

O motociclismo, como esporte e hobby, tem sido historicamente dominado pelos homens. Mas há um número cada vez maior de mulheres em todo o mundo voltando-se para as duas rodas como forma de diversão ou carreira.

É o caso da Eliane Miranda, 39, corretora de seguros e representante comercial também criadora junto com a amiga pilota Vivi Vieira do perfil 2blonde_riders_ focado em motociclismo que conta com 8 mil seguidores.

 

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A primeira vez que subiu na moto Eli tinha apenas onze anos de idade, a carta para pilotar veio somente aos vinte. “Eu tinha fascinação pelas motos que passavam na estrada ou na rua, aqueles homens escondidos em seus capacetes, vestidos de macacões, o som dos escapes, a velocidade…eu achava o máximo! Então, desde muito pequena queria ser aqueles caras”, conta.

Dona de uma Harley Breakout 114 considerada “devoradora de asfalto” e uma Thruxton, clássica Café Racer, ela conta que é apaixonada pelas motos de torques fortes. “Eu gosto de motos agressivas, esses modelos de 1900cc e 1200cc,  são motos realmente diferenciadas, seja pelo lifestyle da Harley Davidson ou clássico tecnológico da TRIUMPH”.

Outra amante do motociclismo é Eliana Malizia, 40, piloto de testes de moto e criadora do site Acelerada, que conta com dicas sobre motos, viagens, e lifestyle. Diferente de Eli Miranda, a vontade de pilotar foi impulsionada pela necessidade. “Comecei trabalhar em um shopping e pegava ônibus lotado, comprei a moto para fugir desse estresse. Fazia também um curso de fotografia, e assim que comprei minha primeira moto (uma scooter), a vida mudou, tudo ficou mais fácil, ir e vir, e também economizar tempo e dinheiro”.

 

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Com vinte e dois anos pilotando ela contou como gosta da liberdade de não pertencer a nenhum moto clube. “ Gosto de liberdade, inclusive a maioria das viagens da minha vida fiz sozinha, um momento meu com a moto, pra pensar, relaxar, curtir a moto e me curtir também!  Existem grupos que faço parte, o The Queens, que sou embaixadora, tem também os The Litas, Ladies Of the Road, Manas Cat, são diversos grupos, mas não moto clube”, reforça.

Tanto Miranda, quanto Malizia falaram não sentir preconceito por parte do público masculino, muito pelo contrário. “O fato de ser mulher traz admiração, mas dentro das reações ou assusta ou atrai, os motoboys quando estão do meu lado nem piscam, nunca escutei uma cantada, nada!, conta Miranda.  

Malizia enfatiza que não existe mais preconceito. “Sempre vejo pessoas admiradas e com sorrisão no rosto quando veem uma mulher pilotando uma moto grande! Acho que esse lance de preconceito é coisa da cabeça de algumas mulheres!”, diz.

Apesar da admiração masculina, é comum os vendedores se voltarem para o homem na hora de passar informações em uma loja automotiva. “Em uma das compras fui acompanhada do meu namorado, entramos na loja, estávamos olhando os modelos e o vendedor só ficava do lado do meu namorado, fizemos algumas perguntas, pedimos para fazer test drive e nessa hora desmontamos o cara. Quando ele percebeu que a moto era pra mim, falou:

– A moto é para você?

E quando confirmei ele falou:

– Nunca vendi essa moto para uma mulher, parabéns!

E fiz o teste e comprei a moto. Isso eu chamo de empoderamento feminino, poder realizar seus sonhos através de seus próprios recursos, viver para sonhar, viver para realizar. Demorei muito para conquistar meus sonhos, e sou muito grata quando momentos como esse acontecem”, conta.

Miranda gosta de viajar pelo mundo sobre duas rodas, por onde passa registra momentos e dá dicas de lugares para comer e “turistar”.

Eli Miranda em Londres Key West- EUA

A cada três motociclistas no Brasil, um é do sexo feminino.  Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em 2017, 33% dos habilitados na categoria “A” eram mulheres. As mulheres motociclistas representam 22% entre todos os brasileiros habilitados.

Para quem quer começar a dirigir sobre duas rodas a “Acelerada” Malizia, é categórica em reforçar a segurança. “A dica que serve para todos, sempre comece com motos de baixa ou média cilindrada, fazendo cursos de pilotagem e não esquecendo nunca equipamentos de segurança, mesmo que vá de casa até a padaria, muitos acidentes acontecem perto de casa, que é aquele momento em que você está se sentido segura e desligada”, conclui.

 

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E você tem alguma moto? Conta aqui pra gente nos comentários. 

 

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